Mete o Malho, um blog do caralho!


08/01/2010


Todos são iguais perante a lei, mas...

 

Dado Dolabela deu uma bolachada na Luana Piovani.

Depois deu-lhe um safanão tão forte que ela foi ao solo.

A camareira Esmeralda, de Luana, foi apartar e levou um outro safanão do “machão”, também foi ao solo e teve algo no braço que necessitou engessamento. Foi a que sofreu maiores danos físicos na querela.

Luana registrou ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher, em 24/10.

A camareira Esmeralda, na mesma data, não podendo se valer da lei Maria da Penha, também registrou ocorrência

no 15º DP.

Luana é uma jovem estrela Global (30 anos), bela, rica e  famosa.

Esmeralda é apenas uma velha camareira (62 anos), sem beleza física, pobre e sem fama alguma.

Mas ambas são cidadãs brasileiras, em pleno gozo de todas suas faculdades civis, portanto absolutamente iguais em direitos.

Ambas invocaram a ação das autoridades em igualíssimas (sic) condições.

Hoje é dia 17 de novembro, portanto 23 dias são passados dos fatos.

O B.O. de Luana gerou imediatamente um inquérito policial, uma apuração, com laudo pericial inclusive e o indiciamento do “machão.

O Ministério público recebeu os autos de inquérito e denunciou (hoje) o “machão, que agora é um criminoso denunciado judicialmente,  em apenas 23 dias após os fatos.

O processo já foi encaminhado ao Juiz do 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

E o B.O. da Esmeralda?

Este não foi nem objeto de inquérito policial, até hoje.

O “Dr.” Delegado ainda vai “decidir” se abre ou não um inquérito policial. Está a espera de um segundo laudo, inventado não sei porque (ou sei?) mediante o qual o inquérito “poderá ser instaurado” ou não!

Veja a maravilha que declarou o delegado Gustavo Valentini, responsável pelo caso, numa manifestação explícita de postergação:

“Segundo o delegado Gustavo Valentini afirmou no último dia 13, o caso ainda está em aberto. Testemunhas já foram ouvidas e o primeiro laudo apontou lesão corporal – a vítima está com um braço engessado. - Um segundo laudo será requisitado e, a partir dele, o inquérito poderá ser instaurado, segundo o delegado.

Disso tiro duas lições importantes: 1) Se o amigo leitor, um dia encher a cara e liberar seu impulso de dar um sopapo em quem não pode se defender, dando assim vazão ao seu machismo de covarde, nunca dê em uma estrela, bonita, rica e famosa. Seja esperto e descarregue sua ira sobre uma camareira de 62 anos, pobre, feia e sem fama alguma

2) Nesta bendita terra de Santa Cruz todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais do que os outros.

Escrito por Mutante às 20h54
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01/02/2009


Brasileiro, casado, advogado,

1 casal de filhos.

Nascido, criado e vivendo em

Belo Horizonte.

Amante de leitura, esportes,

teatro, cinema, animais, boa

mesa e viagens.

Muito bem-humorado, riso

fácil e piadista.

Um pouquinho bravo mas,

antes de tudo, um homem

bem-educado.

Escrito por Mutante às 11h20
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24/12/2008


 

 

 

Por que eu te amava tanto?

 

 

Porque ficávamos muitos finais de semana trancados no quarto e nos bastavam apenas nós dois.

Porque você acordava sorrindo e adorava as torradas que eu preparava.

Porque você chegava do trabalho e me acordava com beijos e paciência.

Porque você, às vezes, acordava e logo me abraçava.

Porque você não ligava que eu fizesse ou não a barba todo dia.

Porque você era ciumenta, como eu.

Porque você dava chilique quando eu dizia que uma mulher era bonita ou sensual.

Porque brigava se eu olhasse para outra menina.

Porque sempre me esperava no aeroporto com uma carinha de felicidade.

Porque quando vinha comportava-se como uma meninha, encantada por estar aqui.

Porque você andava léguas para encontrar bolinho de bacalhau para mim.

Porque almoçava junto comigo num boteco qualquer da Paulista com a alegria de quem estivesse no Fazano.

Porque queria viver comigo, apesar de sua família.

Porque você um dia desejou ter filhos comigo.

Porque você fazia tudo que pudesse me agradar, mesmo que fosse algo de que não gostasse muito.

Porque você vigiava para que eu não esquecesse meus óculos.

Porque me ligava de madrugada, às vezes chorosa.

Porque se escondia no armário para me ligar.

Porque era tão parecida comigo em certas coisas e tão diferente em outras.

Porque deixava de brincar com sua gata, só pra não me deixar só.

Porque você suportava que eu corrigisse o seu inglês e sua gramática sem ficar ofendida.

Porque você era boa naquilo que fazia e sabia disto, sem achar que isso te levaria ao céu ou te livraria do inferno.

Porque você tinha tantos talentos e era tão humilde com relação a eles que eu só fui descobrir depois de mais de 2 anos juntos.

Porque podíamos falar de mitologia, filosofia, cinema, música, viagens, história ou apenas fofocar sobre astros de TV.

Porque você era quase sempre bem-humorada, gentil, educada e fofa.

Porque você tinha a boca mais delícia e macia e lindinha do mundo, mesmo quando dormia com ela aberta e roncava.

Porque você não era feminista nunca.

Porque às vezes eu era um grosso, e mesmo assim você nunca ficava horrorizada comigo

Porque às vezes você me tratava como se eu fosse seu melhor amigo, sem nunca deixar de ser mulher.

Porque você nunca deixou de me achar gostoso , estivesse eu de cabelos aparados ou crescidos.

Porque você gostava quando eu ria pois achava que eu tinha um "sorrisão aberto."

Porque você me achava inteligente mas não se sentia ameaçada de forma nenhuma.

Porque você sempre queria ouvir minha opinião.

Porque até hoje ainda gostamos mais de conversar um com o outro mais do que com qualquer outra pessoa.

Porque nossas brigas eram de ciúmes e de curta duração.

Porque quando eu olhava pra você conseguia ver a criança que você foi e a velha que iria se tornar, e amava as duas também.

Porque você tem olhos negros, grandes, lindos, e um olhar tão doce!

Porque nunca ganhei na Mega Sena pois, provavelmente, a sorte tem que ser distribuída com alguma justiça entre as pessoas e eu já ganhei na loteria 1 vez.

Faz tempo.

Pra ser mais exato faz 7 anos.

 

 

Escrito por Mutante às 21h10
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18/11/2008


Todos são iguais perante a lei, mas...

 

Dado Dolabela deu uma bolachada na Luana Piovani.

Depois deu-lhe um safanão tão forte que ela foi ao solo.

A camareira Esmeralda, de Luana, foi apartar e levou um outro safanão do “machão”, também foi ao solo e teve algo no braço que necessitou engessamento. Foi a que sofreu maiores danos físicos na querela.

Luana registrou ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher, em 24/10.

A camareira Esmeralda, na mesma data, não podendo se valer da lei Maria da Penha, também registrou ocorrência

no 15º DP.

Luana é uma jovem estrela Global (30 anos), bela, rica e  famosa.

Esmeralda é apenas uma velha camareira (62 anos), sem beleza física, pobre e sem fama alguma.

Mas ambas são cidadãs brasileiras, em pleno gozo de todas suas faculdades civis, portanto absolutamente iguais em direitos.

Ambas invocaram a ação das autoridades em igualíssimas (sic) condições.

Hoje é dia 17 de novembro, portanto 23 dias são passados dos fatos.

O B.O. de Luana gerou imediatamente um inquérito policial, uma apuração, com laudo pericial inclusive e o indiciamento do “machão.

O Ministério público recebeu os autos de inquérito e denunciou (hoje) o “machão, que agora é um criminoso denunciado judicialmente,  em apenas 23 dias após os fatos.

O processo já foi encaminhado ao Juiz do 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

E o B.O. da Esmeralda?

Este não foi nem objeto de inquérito policial, até hoje.

O “Dr.” Delegado ainda vai “decidir” se abre ou não um inquérito policial. Está a espera de um segundo laudo, inventado não sei porque (ou sei?) mediante o qual o inquérito “poderá ser instaurado” ou não!

Veja a maravilha que declarou o delegado Gustavo Valentini, responsável pelo caso, numa manifestação explícita de postergação:

“Segundo o delegado Gustavo Valentini afirmou no último dia 13, o caso ainda está em aberto. Testemunhas já foram ouvidas e o primeiro laudo apontou lesão corporal – a vítima está com um braço engessado. - Um segundo laudo será requisitado e, a partir dele, o inquérito poderá ser instaurado, segundo o delegado.

Disso tiro duas lições importantes: 1) Se o amigo leitor, um dia encher a cara e liberar seu impulso de dar um sopapo em quem não pode se defender, dando assim vazão ao seu machismo de covarde, nunca dê em uma estrela, bonita, rica e famosa. Seja experto e descarregue sua ira sobre uma camareira de 62 anos, pobre, feia e sem fama alguma

2) Nesta bendita terra de Santa Cruz todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais do que os outros.

Escrito por Mutante às 02h00
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13/11/2008


Quem fala o que quer...

 

 

Presenciei no Camelódromo Oiapoque, em

Belo Horizonte:

Freguês - Quanto é este gorro?

Camelô - 8,00

Freguês - Mas que roubo, heim? Vocês estão enfiando a mão!

Camelô - (Meio assustado) Mas é importado...

Freguês - E daí? É roubo do mesmo jeito

Camelô - Leva dois que faço 7,00 cada

Freguês - Pra que dois? Eu não tenho duas cabeças

Camelô - (Vermelho de raiva) Então ta!

Freguês - E este shampoo aqui?

Camelô - 12,00

Freguês - PQP! Outro roubo!

Camelô - Moço, aqui num tem ladrão não...

Freguês - Ta, ta... Mas e estas sandálias, quanto?

Camelô - 15,00 o par

Freguês - Isto tudo?

Camelô - E se o senhor comprar um par e levar dois?

Freguês - (Sorrisinho safado) Opa! Aí dá negócio! Dois eu levo.

CamelÔ - Pra que dois pares? O senhor num tem 4 patas!

Eu -    (Saindo de perto) kuá kuá kuá kuá kuá!

Escrito por Mutante às 02h27
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10/11/2008


Escrito por Mutante às 11h49
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08/11/2008


Rebatizando

 

Surfando pela NET encontrei esta foto ilustrando o seguinte texto:

“Compre CD”

Confesso que conheço mais de mil aliáses da “perseguida” mas CD, para mim, foi novidade.

Fiquei matutando: Porque CD? Seria alguma abreviatura? Quem sabe poderia ser...

Talvez fosse c... delicioso!

Escrito por Mutante às 04h07
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07/11/2008


 

Bancos, banqueiros e bancários

 

 

 

Hoje tive de ir ao banco.

Encontrei a mesmíssima tragédia de sempre: Filas, filas, filas.... e muita gente esperando... esperando... esperando....espalhada pelas cadeiras, afora aquelas pessoas mais infelizes que não obtiveram assento e esperavam de pé.

Por formação e por minha escala de valores, sou contra pena de morte, mas uma espécie que se fosse varrida da face da terra  não me provocaria a mais leve saudade é a dos banqueiros.

Duvido que você que está lendo ou qualquer outra pessoa, tenha interagido com um banco e lucrado alguma coisa.

E aposto, sem medo de errar, que já foi você assaltado por tarifas exorbitantes ou mesmo por tarifa sem a contra-prestação de qualquer serviço.

O banqueiro é o homem que passa 24 horas imaginando como fazer para colocar a mão no dinheiro alheio.

É uma ganância desmedida.

Bem, agora que você já sabe como me sinto em relação aos banqueiros, imagina com que alegria e ânimo eu fui obrigado a ir ao banco.

E ainda encontro a tragédia de que falei aí em cima.

E não é que chega um gostosão, desrespeita todo aquele aglomerado e é atendido pelo caixa?

Ah, foi uma zorra só! Todo mundo pulou em cima do caixa, alguns até xingando mas todos esbravejando.

E para completar a prosódia  veio um gerentezinho, um daqueles molecotes que geralmente cursa o 1° ano de uma faculdade com nome de santo e faz um curso destes muitos que têm aparecido tipo”Agro-negócio Sustentável” ou “Gerenciamento Ambiental” ou ainda “Turismo & Negócios” ou um outro qualquer destes que os donos do ensino no Brasil (outros gananciosos) inventam para encherem as burras e que, na verdade, não têm significação acadêmica nem valoração. São os cursos “pés-de-chinelos”. 

Mas voltemos à quizumba bancária: Diante da grita generalizada contra o privilégio dado ao gostosão, o molecote teve a cara-de-pau de dizer, mesmo frente ao sucedido:

-        Aqui, por filosofia dos gestores, todos são tratados igualitariamente.

Não agüentei. Pensei comigo “essa foi demais, vou meter minha colher de pau neste angu de caroço”.

Aproximei-me dele e disse:

- Todos aqui suportam filas intermináveis, todos aqui pagam tarifas extorsivas, todos aqui são atropelados por privilégios alheios a todo momento, todos aqui pagam ou já pagaram juros criminosos. Então, já que tratamento igualitário é determinação dos gestores, dê a eles nossos parabéns por terem criado uma nova filosofia igualitária: A filosofia do “Merda igual pra todo mundo”

Saí do banco bem mais leve.

 

 

 

 

Escrito por Mutante às 19h27
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Brava gente brasileira!

Ave Maria! Cada dia fico mais decepcionado com a “brava gente brasileira”.

Vejam esta agora.

A serviçal, que chamarei de Maria, da residência de um parente meu, apareceu com uma infecção vaginal.

A dona da casa, imediatamente, providenciou socorro médico.

Medicada com um antibiótico de largo espectro, Maria logo se curou.

Dois meses depois, lá estava Maria infeccionada de novo.

Desta vez a dona da casa submeteu Maria a um rigoroso interrogatório, em especial sobre sua vida sexual.

Para seu espanto Maria afirmou não ter vida sexual ativa, informou mais o inacreditável: Ainda era virgem.

Lá foi ela (a dona da casa) carregando Maria novamente para o médico, para o qual telefonara antes, solicitando confirmar a assertiva de Maria sobre a tal “virgindade”.

Maria foi novamente medicada, desta vez com outro antibiótico mais potente ainda. Sarou.

O médico informou que a afirmação de Maria era absolutamente verdadeira. Tão virgem quanto água de mina que brota das pedras.

Três meses depois, Maria reinfeccionada!

A dona da casa conduziu Maria ao médico pela terceira vez, jurando para si mesma que, se ocorresse novamente, trocaria de profissional.

O médico, que observara pelas culturas efetuadas que o agente era freqüente hóspede de fezes humanas, começou a considerar fortemente a possibilidade de uma contaminação pela própria Maria. Coisa tipo mão mal lavada que contamina a toalha que enxuga a vagina e a contamina. Disparou uma dezena de perguntas bem específicas a Maria sobre seus hábitos e atos de higiene pessoal.

Em dado momento indagou:

-        Quando você faz necessidade fisiológica, como se limpa? Por favor, faça todo o gestual.

Maria postou-se de frente para o médico, entreabriu as pernas, simulou apanhar papel higiênico e o levou entres as pernas no sentido do ânus, pela frente. Atingida a pseudo posição do papel sobre o ânus, Maria fez um movimento de raspagem, de traz para a frente, ou seja do ânus em direção à vagina.

O médico suspirou aliviado, passou instruções a Maria sobre a inversão do sentido do movimento, entrando com a mão por trás e ela nunca mais teve infecção.

E eu, decepcionado, concluo que o brasileiro é um povo que não sabe nem limpar a bunda!

Escrito por Mutante às 03h27
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